Dica, Quantum

Oceanhorn traz o universo de Zelda para seu smartphone

Originalmente focada no desenvolvimento apenas para seus próprios consoles, ao longo de 2016 a Nintendo decidiu abraçar o mercado de smartphones e trazer alguns de seus maiores sucessos para os celulares, começando com Pokémon (com Pokémon GO) e Mario (com Super Mario Run). Mas até agora nem sinal de uma versão de uma das séries mais queridas pelos fãs: The Legend of Zelda. Mas os fãs de Link e Zelda não precisam se preocupar. Todos os elementos que tornaram a série um clássico dos videogames estão disponíveis, hoje, em um jogo tão bom quanto o original: Oceanhorn: Monster of the Uncharted Seas, dos finlandeses da Cornfox & Bros.

Por si só Oceanhorn não é um jogo novo: foi lançado no iOS em 2013, e desde então ganhou versões para Windows em 2015 e Mac OS X e Playstation 4 ao longo de 2016. A novidade é a versão Android, que foi em chegou ao Google Play em 15 de Dezembro de 2016.

Explorando o mundo de Oceanhorn

Bastam alguns minutos para notar a forte influência que a série Zelda tem em Oceanhorn, especialmente os jogos The Legend of Zelda: A Link to the Past (do SNES) e The Legend of Zelda: The Wind Waker (do Gamecube).

A personagem principal (um garoto conhecido simplesmente como “O Herói”) tem de explorar um vasto mundo em busca de Oceanhorn, um terrível monstro mecânico que habita os oceanos e está relacionado ao desaparecimento de seu pai e do antigo reino de Arcadia.

oceanhorn android gameplay
Uma área da primeira ilha em Oceanhorn

Assim como em “A Link to the Past”, a exploração é o tema, e conversar com as outras personagens é essencial para descobrir pistas e itens que irão ajudá-lo a resolver o mistério. Cada área do jogo tem masmorras, cavernas ou ambientes subterrâneos (as “dungeons” de Zelda) repletos de armadilhas e quebra-cabeças que levam a um chefe de fase ou item crucial para o avanço da história. Para ajudar, todo o diálogo está em português, assim como os menus e interface.

Cada área do jogo é uma ilha, com ambiente, inimigos e personagens próprias. Algumas, como Tikarel, tem vilas, outras tem fábricas ou florestas, algumas são desertos completos. Para viajar entre elas o Herói usa um barco, momento em que o jogo lembra The Legend of Zelda: Wind Waker: é possível explorar o oceano em busca de ilhas ainda não descobertas, lutar contra barcos inimigos, ou até mesmo encontrar alguns itens úteis.

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A história de desenrola com sequências animadas

Os controles na tela funcionam muito bem: para mover a personagem basta tocar no canto inferior esquerdo e deslizar o dedo na direção desejada, como se fosse um gamepad. Dois botões no lado direito (ação e item) permitem atacar, se defender ou usar itens como bombas.

Os gráficos 3D em perspectiva isométrica são muito bonitos, e cada área tem uma personalidade própria. Efeitos como luz e água são muito bem executados e ajudam a dar um charme extra aos ambientes. Inimigos e personagens são muito bem animados, e o repertório de movimentos do Herói irá trazer lembranças aos fãs de Zelda, com ações como o giro com a espada ou arremessar vasos para encontrar itens.

Uma dica para ajudar no desempenho em smartphones menos poderosos é limitar a taxa de quadros a 30 fps (Limite de Quadros 30) ou baixar a qualidade gráfica (tente “Gfx de média qualidade”) na tela inicial, onde se escolhe qual savegame usar.

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Na tela inicial, altere as opções de qualidade gráfica e FPS para ajustar o desempenho ao seu aparelho.

A trilha sonora também é excelente, e contou com a participação de grandes nomes da indústria como Nobuo Uematsu (o compositor por trás da saga Final Fantasy) e Kenji Ito (que participou das séries Final Fantasy, SaGa e Mana). De melodias alegres nas vilas a faixas mais sombrias nas masmorras, tudo ajuda a compor a atmosfera do jogo.

Oceanhorn não é um jogo difícil, e no geral recompensa a curiosidade e perseverança. A maioria dos inimigos nas áreas externas pode ser derrotada com poucos golpes, ainda mais depois que você memorizar seus padrões de ataque e descobrir os pontos fracos. O mesmo pode ser dito sobre os chefes encontrados nas dungeons: não se deixe intimidar e passe alguns momentos fugindo dos ataques e entendendo como eles se movimentam. Logo a “brecha” ficará clara e a vitória é garantida. E se você se sentir perdido em uma área, converse com os habitantes locais, ou reveja as conversas passadas na seção Log no menu em busca de pistas.

Oceanhorn é dividido em 11 capítulos, e o primeiro é gratuito no Google Play. Com uma compra única de cerca de R$ 18 é possível desbloquear o jogo inteiro e completar a aventura. Com belos gráficos, ótima jogabilidade e uma trilha sonora cativante, é um jogo extremamente recomendado.

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